Só conseguiu ser verdadeira, mesmo, em dois únicos momentos.
1. Quando afirmou que não ia tolerar mais desacatos, mais baderna, mais depredação. Não percebeu portanto que a verdadeira violência não é a do finalzinho das passeatas, mas antes a do Estado, a do status quo segregacionista, a das máfias instaladas, a da corrupção generalizada…
2. Quando exigiu (pior, ela pediu exigindo) que o Brasil baixe as orelhas e seja bom anfitrião em 2014. Não percebeu portanto que o quotidiano dos brasileiros é infinitamente mais importante que uma cerimónia (à falta de melhor termo) organizada pela FIFA.
Exigia-se que fosse verdadeira, mesmo, o tempo todo. Não o foi. Falhou redondamente. Certamente muitos acharão que esteve bem e aceitarão de bom grado o migué. Uma coisa é certa, o Brasil continuará a seguir no bom rumo (não estou, mesmo, a ser irónico) e a Copa será um sucesso, mas enfim… Amanhã é outro dia.
