Sexta-feira passada, ao fazer o programa, tive uma epifania. Esta vai ser a banda sonora do jogo mais logo. Este tema dos loucos Cream Abdul Babar, mais o seu nome sugestivo, vai servir que nem uma luva no Omschakeling e descreve sonoramente o que eu espero que se passe hoje no jogo Holanda vs México. Os primeiros 50 segundos correspondem às duas equipas a ambientarem-se uma à outra e, essencialmente, ao clima. Um calor dos diabos e uma humidade absurda, que ambos os times terão de superar (não esqueçamos que boa parte dos jogadores mexicanos joga na Europa). Dos 0:50 aos 2:15 a Holanda mostra os dentes, acelera e, de ameaça em ameaça, chega ao intervalo a vencer por 2 a 0. Os golos do primeiro tempo estão nas marcas 1:35 e 1:38. Dos 2:18 até aos 2:25 (a marca do intervalo) a seleção mexicana não sabe o que fazer à vida. Durante o início do segundo tempo, até aos 2:50 o México pensa, tenta, ensaia enquanto a Holanda estuda, aguenta, deixa jogar, e, de repente, dos 2:50 aos 3:10 uma nova sucessão de ataques venenosos (mas sem resultado). Daí em diante, durante a maior parte do segundo tempo, o jogo é hipnótico, uma morrinha instala-se, as forças distendem-se. Aos 4:16, do nada, sai novo ataque e novo golo. Não interessa muito saber quem marca, quem faz o passe mortal, quem se desloca, quem executa. Omschakeling afinado. A Holanda vence o México por 3 bolas a 0. E segue para as quartas-de-final.


§737 · June 29, 2014 · Uncategorized · Tags: , , , · [Print]

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