Há sempre um MAS…, não há? Seja qual for o contexto, na mídia, nos jornais, no café, na universidade, sempre que a conversa aborda os recentes protestos tem sempre aquele momento em que no meio de uma exposição nos deparamos com um MAS… Muito chato, esse negócio. «Eu sou totalmente a favor das manifestações pacíficas, MAS… quando a coisa vai para a baderna não, aí não contem comigo.» «Eu acho que a esquerda deve tomar a rua, MAS… integralistas? Que porra é essa?!» «Eu até iria para a rua protestar, MAS… ninguém ali parece saber bem o que quer» «Eu até já votei PT, MAS… agora sei não.» Muito chato, esse negócio. Esse MAS… aí no meio da coisa é um travão. Esse MAS… apenas expõe as nossas fraquezas, e no final das contas a fraqueza geral. Esquerdalhos, reaças, evangélicos, anónimos, evangélicos, coxinhas, anonymous, punks, hare krishnas, ambientalistas, comerciantes, todos são Brasil. Não deveria haver MAS… no meio desse troço não. Há demasiada radicalização, desconfiança, irritação e ódio entre as partes. Muito chato, esse negócio.

§166 · June 21, 2013 · Uncategorized · · [Print]

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