Bom, o circo está montado! A oranje elftal já chegou no Rio de Janeiro e já se instalou num hotel em Ipanema. O coletivo até já teve tempo para ir dar um passeio na praia. E este espaço, como sempre de 4 em 4 anos, veste-se de laranja no dia em que o avião pousa. Venha a Copa!


§679 · June 6, 2014 · Uncategorized · (No comments) · Tags: , , ,


nenem_prancha

«Jogador de futebol, tem que ir na bola com a mesma disposição com que vai num prato de comida. Com fome, para estraçalhar.»

«Jogue a bola pra cima, pois enquanto ela estiver no alto não há perigo de gol.»

«O Didi joga bola como quem chupa laranja, com muito carinho.»

«O goleiro deve andar sempre com a bola, mesmo quando vai dormir. Se tiver mulher, dorme abraçado com as duas.»

«Penalty é uma coisa tão importante, que quem devia bater é o presidente do clube.»

«Se concentração ganhasse jogo, o time do presídio não perdia uma partida.»

«O importante é o principal, o resto é secundário.»

«Se macumba resolvesse, o campeonato baiano terminava sempre empatado.»

«Quem pede tem preferência, quem se desloca recebe.»

«Futebol é muito simples: quem tem a bola ataca; quem não tem defende.»

«Jogador bom é que nem sorveteria: tem várias qualidades.»

«No futebol, o terceiro pé é a cabeça.»

«Bola tem que ser rasteira, porque o couro vem da vaca e a vaca gosta de grama.»



Pouco importa se foram mesmo assim proferidas, ou se são todas da autoria de Neném Prancha. O importante mesmo é a várzea, o terreiro, o boteco, a areia, o alambrado, de onde elas saíram. São mais alguns exemplos de que AQUI é o país do futebol.

§660 · May 21, 2014 · Uncategorized · (No comments) · Tags: , , ,


abacate

Ontem ao ver o jogo entre a Ponte Preta e o Vila Nova, em streaming, transmissão da Premiere TV em silêncio, com o notável relato da Rádio Macacada Reunida rodando por cima das imagens em movimento, a dada altura, um dos comentadores atirou para o ar a seguinte frase: «Os jogadores da Ponte estão trocando passes no caroço do abacate…».

O tempo parou ali por um instante. Enquanto as palavras encaixavam mentalmente na ideia que tenho do centro do terreno, as imagens na tela do computador comprovavam a verdade de umas e de outra.

Que delírio! Que coisa mais linda.

O caroço do abacate. O meio do campo. O caroço do campo. O meio do abacate. Os jogadores correm e trocam passes no gramado que, após um exercício único, já nada mais é que polpa. Só aqui.

Claro, veio-me imediatamente à cabeça a polémica afirmação de que o Brasil é o país do futebol (e não consigo sequer pensar/dizer/escrever estas palavras sem o som de Wilson Simonal saltar de imediato…*) e, acima de tudo, me pareceu evidente que, ok, o Brasil seria sempre o país do futebol nem que fosse pela linguagem. Aqui no país do futebol os seus habitantes tratam a língua como certos jogadores tratam a redondinha. Com um carinho e uma especial devoção a que poucos se atrevem. É verdade que aqui, no país da iliteracia, tem muita gente pontapeando as letras e a gramática como ninguém, mas não deixa de ser verdade que aqui, na terra onde Garrincha se levantou um dia, tem muita gente tornando as palavras algo de muito solto, vivo e único. Aqui.




* Não deixa der ser interessante que na música do Wilson Simonal não aparece “Brasil”, mas antes “aqui”, “Aqui é o país do futebol”… Lá está, aqui. Aqui, enfim, onde tudo é possível.

§639 · May 21, 2014 · Uncategorized · (No comments) · Tags: , ,


PANO_20140418_215139aaaaa

Com a avassaladora alegria promovida pelo enorme e gigantesco (acrescentar adjetivos à vontade) Benfica, resultando em semanas de intensa atividade e celebração, no meio de semelhante turbilhão de emoções, dou-me conta de que me esqueci de registar esse momento único que foi o meu batismo no Majestoso, o Estádio Moisés Lucarelli, casa da Associação Atlética Ponte Preta.
A primeira vez num estádio é sempre de relembrar. Nessa noite (18-04), a Ponte Preta recebia o Icasa, na primeira rodada da Série B. Sim, da Série B. A estreia de um torcedor por um time que pena na Série B e que luta por voltar à Série A também é de relembrar. Foi uma dupla estreia. Foi uma noite agradável, num jogo um pouco menos que mediano. Um empate a 1.




(um grande Obrigado ao meu amigo Leo que, finalmente, desbloqueou um processo com mais de 1 ano. Temos de repetir a dose, caro Leo.)

§616 · May 10, 2014 · Uncategorized · (No comments) · Tags: , ,


SPIP-111385


Nem de propósito. No mesmo dia em que o rei Eusébio fecha os olhos, outro grande jogador decide respirar pela última vez. A mim, e lembrando todo o triste espetáculo que se desenrola neste momento (e alguma vez parou?) em Portugal, só me apetece gritar: «Ainda bem que a grandeza dos homens não se mede pelo número de dias de luto!».


http://www.lemonde.fr/sport/article/2014/01/06/l-ex-footballeur-mustapha-zitouni-est-mort_4343405_3242.html

§573 · January 6, 2014 · Uncategorized · (No comments) · Tags: , , ,


Soccer - World Cup England 1966


Depois, a somar, é inevitável, vem esta fotografia. E tudo o que ela, sem querer, certamente, representa. Anos de chumbo. Tudo a preto e branco. Até (sacrilégio!) as cores berrantes do Glorioso. Sujeição. Submissão. Antropometria dos costumes. Exposição do Mundo Português. “Fado”. Portugal no seu pior. Porque Eusébio foi esse Portugal. Porque Eusébio foi o que esse Portugal deixou que Eusébio fosse. Isso é terrível. Como terrível é persistir essa memória de um Portugal-Benfica que tudo ganhava, singelamente, na miséria de quem se basta. Terrível mesmo, pelo menos para este sócio, essa simbiose de Portugal com o Benfica. Porque, como qualquer sócio bem sabe, o Benfica é maior que Portugal. E é (deveria ser) o Benfica quem sofre hoje, com a sua perda. Mas hoje, e nos próximos dias, com a sua morte, a avalanche de reportagens, de choros, de diretos, o Cavaco já falou?, de memórias várias, é esse Portugal que vão desenterrar. Não será do Benfica que se vai falar (e logo no funeral d’O jogador benfiquista!), mas antes desse passado que persiste. Não será o Benfica sequer (mas como, com esta direção…; basta olhar para os primeiros comunicados já emitidos pelo clube) quem resgatará essa glória vermelha. Que morra mil vezes Eusébio, se com isso morresse esse Portugal. Não será assim. Eusébio, morreste em vão. Ficará, como sempre, mais não conseguimos, a memória. Triste.


Update: até o Esteves Cardoso considera a tua morte uma tragédia. O Portugal do balofo não é, decididamente, o meu. Pode ter sido o teu, caro Eusébio, mas, graças a Deus, não é o meu.

§544 · January 5, 2014 · Uncategorized · (No comments) · Tags: , , , ,


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O Rei morreu. Acordo com a notícia de Eusébio is no more. Pantera Negra vs. Kocsis-Czibor-Puskás. Benfica europeu all over. Alma lusa (mozambican freestyle), colheita de 66. Por tudo, RIP Eusébio da Silva Ferreira.

§539 · January 5, 2014 · Uncategorized · (No comments) · Tags: , , , ,


§479 · November 16, 2013 · Uncategorized · (No comments) · Tags: ,






Um cara que jogava assobiando? Pagava para ter visto. Obrigado ao Luiz Antônio Simas por mo ter apresentado.

§343 · August 29, 2013 · Uncategorized · (No comments) · Tags: ,






§215 · July 1, 2013 · Uncategorized · (No comments) · Tags: , ,